Resumindo o parto cronologicamente, foi o seguinte (Horários daqui. No horário de Brasilia é só acrescentar 3 horas):
SÁBADO 10 DE JANEIRO.
1:13 AM - Cai o muco cervical da Cris e começam as contrações (Por que essas coisas só acontecem de madrugada e naquelas noites de sonão gostoso?)
2:45 AM - As contrações continuam precisamente espaçadas e numa ascendência na intensidade. Vamo embora pro hospital que é o neném quer sair!
3:16 AM - Demos entrada no hospital. A patota inteira... Eu, Cris e David, Vovô e Vovó.


A partir deste momento os horários são meio que aproximados. Se a gente não sabia o porquê de não haver relógio em sala de espera, nesse dia nós descobrimos. Pelo menos rolou um chá de poltrona e não de cadeira. Vamo nesse então...
6:47 AM - ( “47? Uai Marcelo, CE não falou que perdeu a noção do tempo?” - Já que o horário é aproximado mesmo, pq não inventar direito? Hehehe :0) O hospital estava cheio de mulheres ‘buxudas’ pra tudo quanto é lado. Ficamos esperando uma vaga nas salas de triagem. Porém, ao invés de sermos transferidos para a triagem, levaram a Cris direto para uma das salas de parto. Atendimento, instalações, e tratamento tudo coisa de primeiro mundo! Peraí... nós estamos no primeiro mundo! :0)

Daí em diante foram umas 16 horas de muita espera, choro, gritos, bolsa de soro, peridural, mais espera, gritos, berros, lágrimas, empurra, empurra, empurra, mais soro, gritos, berros, reabastece a peridural, fura a bolsa, empurra, empurra, “Amore, não agüento mais!”, vovó endoidando, vovô tenso mas na dele, eu doido pra socar a cara do médico, mas dando força pra Cris, mais urros de olhos arregalados, mas uma reabastecida na peridural... e nada do Davi dar as caras.
11:15 PM - O médico nos diz que, pelo fato do bebê estar todo voltado para a frente da barriga (para o parto tranquilo o bebe deve estar voltado para as costas da mãe.), só haviam 2 opções para o parto vaginal naquele ponto: 1 usando sucção; 2. usando o fórceps. Nós já havíamos conversado sobre isso durante a Gravidez e a Cris leu muita coisa e ouviu outras tantas sobre o perigo desses dois métodos. Obviamente, rejeitamos todas. Pedimos o parto cesariano. O medico meio que insiste e diz que é um perito no uso do fórceps, que não tem erro, e talícoisa...
PAUSA. Um detalhe muito importante e que meio que agravou a atmosfera emocional do ambiente. Aqui há uma resistência excessiva à cesariana. Não tive curiosidade pra pesquisar os porquês, mas rola direto.
11:20 PM - A Cris está num estado de estresse e desgaste tal qual eu nunca havia visto antes e não tinha condições nenhumas de tomar uma decisão. Eu viro pro médico e pergunto: “Quais os pontos negativos do fórceps e da cesariana?” o medico me diz que com o forceps o bebe “pode sofrer marcas ou cortes rosto, quebra de ossos faciais, danos nos olhos, ou até mesmo esmagamento do crânio” e com a cesariana “ela vai ficar com muita, muita, dor pós-parto”... quase que eu falei pra ele “não, sô, eu to falando sério... não queria ouvir uma piada!” ou “doto, eu ainda preciso escolher???”
Ao decidirmos pela cesariana, o médico nos informa que teríamos que esperar a formação da equipe de parto devido a demando daquela noite. E tome chá de cadeira...
DOMINGO 11 DE JANEIRO.
1:33 AM - Finalmente tudo pronto para a cesariana. Neste caso, os pais da Cris, que estavam conosco o tempo todo na sala de parto, foram para a sala de espera, a Cris foi ser preparada e eu fui vestir a indumentária típica (macacão, toca, mascara e o lance pra cobrir o calçado).
2:47 AM DAVID NASCEU!!!!!! Gandão do Papai Gostoso da Minha vida do Papai do Neném Gostoso da Minha Vida nasceu pesando 3kg 742gr e medindo 50.8 cm. Ufa!! A enfermeira colocou o David nos meus braços e eu e a Cris choramos ali. Ela mais pra lá do que pra cá com os medicamentos... e ainda chacoalhando toda com os médicos em cima dela costurando tudo e eu sem saber o que fazer com aquele ‘pacotinho de amor’ de tão bobaião que fiquei. Tentei ligar dali mesmo pros avós agoniados na salinha, mas não rolou. Pedi a anestesista pra levar a câmera com as primeiras fotinhas do David até eles e foi só festa do lado de lá.
Assim que o bebê nasce, eles colocam um detector eletrônico na canelinha dele. Se ele sair do andar do berçário, soa-se o alarme o hospital inteiro se fecha. Na verdade, os elevadores não abrem para alguém com um bebê ainda com a pulseira.
Ficamos o resto do DOMINGO, a SEGUNDA e boa parte da TERÇA no hospital. Terça à tardinha nos deram alta. Tirando o estresse do finalzinho do parto, o atendimento foi nota mil. Aqui vem tudo de bandeja pra gente. As conselheiras de amamentação, o departamento financeiro do hospital, até a representante do ‘cartório’ pra preencher a ficha da certidão de nascimento... tudo no quarto ali no quarto. Maravilha. Ah! Detalhe, não deixam você sair do hospital com o neném se você não tiver o ‘car seat’ (bebê conforto) instalado em seu carro. E se você não tiver, o hospital até providencia um. Nos deram alta já com a primeira consulta pediátrica do Nenem Gandão pro dia seguinte... mas isso fica pra outro post.